sexta-feira, 23/02/2024
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Servidores do Poder Judiciário de MT decretam estado de greve

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Uma nova reunião com a presidente do Tribunal de Justiça (TJ), desembargadora Maria Helena Póvoas, está prevista para esta sexta.

Reprodução / Youtube

Sinjusmat

Safira Campos/Redação

           Em assembleia geral extraordinária realizada nesta quarta-feira (16.02), os servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso decidiram decretar estado de greve, fundo de greve e assembleia permanente. Com a mobilização, a categoria reivindica reajuste salarial e aumento no valor do auxílio saúde pago aos servidores. Uma nova reunião com a presidente do Tribunal de Justiça (TJ), desembargadora Maria Helena Póvoas, está prevista para esta sexta-feira.

           Com o estado de greve, os servidores dão início a um processo de mobilização intensificada e fortalecimento da participação da categoria na reivindicação do reajuste, não significando, portanto, início da greve. Conforme o presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso (Sinjusmat), Rosenwal dos Santos, a expectativa é que as negociações possam caminhar sem a necessidade de uma paralisação por tempo indeterminado.

Conforme o sindicato, os servidores de Mato Grosso possuem atualmente um dos menores salários entre todos os Poderes Judiciários Estaduais do Brasil, ficando em 25º lugar no ranking nacional. A principal reivindicação neste momento é a revisão dos valores constantes nas tabelas remuneratórias dos cargos do Poder Judiciário de Mato Grosso para que haja aumento real nos salários em todos os cargos, níveis e classes de enquadramento.

“Nós conversamos com a desembargadora Helena Póvoas e explicamos que não aguentamos mais, estamos há muitos anos lutando. Ela demonstrou presteza para querer resolver as questões. Temos um problema que é a tabela salarial que há 20 anos não tem mudança. Muitos trabalhadores estudaram, se qualificaram, fizeram mestrado, por exemplo, e mesmo assim não são reconhecidos”, afirmou o presidente Rosenwal durante a assembleia.

Uma decisão recente da desembargadora Helena Póvoas também deixou os servidores descontentes. O TJMT publicou no dia 1º de fevereiro uma portaria regulamentando o programa de assistência à saúde suplementar aos magistrados. Com a alteração, o benefício chega a 10% do salário da categoria. Os servidores pedem que valor do auxílio saúde passe também a ser de 10% do subsídio destinado ao juiz substituto do respectivo tribunal. As negociações com a presidência do TJ serão retomadas nesta sexta-feira (18.02).

 

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