
Seis empresas receberam R$ 65 milhões para supervisionar obras.
Última contratação foi feita pela Assembleia para auxiliar CPI da Copa.

O montante gasto com fiscalização e auditoria para verificar se os contratos para a execução das obras de mobilidade urbana para a Copa do Mundo, na Grande Cuiabá, foram cumpridos à risca daria para construir um viaduto e duas trincheiras, semelhantes aos já construÃdos visando o mundial. O governo do estado e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT) já gastaram mais de R$ 65 milhões com a contratação de seis empresas.
A última empresa contratada foi a CSL Consultoria e Assessoria pela Assembleia Legislativa contratou uma empresa para analisar documentos de empresas que tinham sido contratadas pela extinta Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa) para gerenciar projetos e supervisionar as obras. Essa empresa deve auxiliar os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga indÃcios de irregularidades nas obras.
O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT) alega que a CPI teria contratado uma empresa sem as especificações adequadas para o serviço. De acordo com o presidente do Crea, Juarez Samaniego, esse trabalho deveria ser feito por uma empresa de engenharia. “É uma empresa sem registro no Crea e no seu objeto social não tem a engenharia, então qualquer laudo que ela produzir na área de engenharia é nulo porque não tem atribuição para isso”, afirmou.

        No entanto, o coordenador geral da empresa CSL, Marcos Brito, disse que, por enquanto, não será feito nenhum trabalho de perÃcia. “Essa fase é simplesmente de processos administrativos da contratação das obras da Copa”, alegou.
           O procurador da AL-MT, Luiz Eduardo Rocha, alega que a Casa de Leis não poderia esperar o prazo de 90 dias para fazer uma licitação para contratar a empresa. Por isso, optou pela dispensa de licitação. “Nos baseamos no Artigo 24 da Lei 866 que fala que a administração pode dispensar quando existe uma situação emergencial”, pontuou.
         Somados, o valore pago às empresas para a fiscalização foi mais alto que as obras de construção da trincheira do Santa Rosa, que custou R$ 22.992.469,43; da trincheira do verdão (R$ 19,431,672,11) e do viaduto do Despraiado (R$ 18.974.928,43). Juntas, essas obras ficam orçadas em R$ 61,3 milhões.
        Pelo governo do estado, foram contratadas cinco empresas. A empresa Planservi Sondotécnica foi quem recebeu valor mais alto para supervisionar e gerenciar projetos e obras do VeÃculo Leve sobre Trilhos (VLT), em Cuiabá e Várzea Grande, região metropolitana da capital: R$ 46 milhões.
         No mês passado, o diretor e sócio da Planservi, Valter Boulos, prestou depoimento nesta quarta-feira (22) à CPI da Copa, que apura indÃcios de irregularidades nos projetos, e alegou que a empresa fez vários relatórios apontando problemas e atrasos e cobrando que fossem sanados.







