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Guerra, inflação e clima sacodem o agro

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A soja opera em alta em Chicago

Agrolink – Leonardo Gottems

A soja opera em alta em Chicago

A soja opera em alta em Chicago – Foto: Ivan Bueno/APPA

Os mercados agrícolas iniciam a semana com movimentos distintos entre as principais commodities, refletindo fatores climáticos, geopolíticos e financeiros que influenciam a formação de preços no cenário global. De acordo com a TF Agroeconômica , o comportamento das cotações indica um ambiente de volatilidade, com investidores atentos a eventos externos e indicadores econômicos.

No trigo, os contratos em Chicago abriram a semana em queda, revertendo as altas observadas no início de abril e retornando ao canal de tendência estabelecido em março. A pressão vem da realização de lucros e da previsão de chuvas acima da média nas regiões produtoras dos Estados Unidos, o que melhora as condições das lavouras. No mercado interno, os preços apresentam comportamento misto, com valorização no Rio Grande do Sul e leve recuo no Paraná, embora ambos ainda acumulem alta em relação ao fim de março.

A soja opera em alta em Chicago, impulsionada pela escalada das tensões no Oriente Médio, que elevam o preço do petróleo e aumentam as preocupações com inflação global. O cenário geopolítico tem sido determinante para o avanço das cotações, ao mesmo tempo em que a colheita brasileira se aproxima do fim, já superando 79% da área plantada. O mercado também monitora indicadores econômicos dos Estados Unidos, que podem influenciar as decisões de política monetária.

Já o milho apresenta recuo tanto no mercado internacional quanto no Brasil, com os preços pressionados pelo excesso de estoques e pela expectativa de aumento da produção. A cotação média no mercado interno caiu abaixo de R$ 70 por saca, refletindo o movimento de compradores mais cautelosos. Em Chicago, o cereal também recua diante de perspectivas de plantio acima do esperado, apesar do suporte vindo do ritmo das exportações.