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Mercados agrícolas abrem semana com sinais distintos

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A soja, por outro lado, alcançou em Chicago o maior preço dos últimos dois meses

Agrolink – Leonardo Gottems

A soja, por outro lado, alcançou em Chicago o maior preço dos últimos dois meses

A soja, por outro lado, alcançou em Chicago o maior preço dos últimos dois meses – Foto: Pixabay

Os mercados agrícolas iniciam a semana com movimentos distintos, em meio à realização de lucros no trigo e à influência do clima, da demanda e de fatores geopolíticos sobre soja e milho. Segundo a TF Agroeconômica, o trigo abriu em queda em Chicago, com os fundos realizando lucros diante de um mercado considerado sensível e ajustado no quadro de oferta e demanda apresentado pelo USDA na sexta-feira.

Nos contratos de setembro, dezembro e maio, o cereal recuava, enquanto no mercado físico brasileiro o Paraná mantinha leve valorização e o Rio Grande do Sul seguia em baixa. A retração gaúcha está ligada à menor demanda no mercado de farinhas, enquanto no Paraná os preços recebem apoio da procura por farinhas de panificação. A suspensão da navegação russa no estreito de Kersch também pode voltar a dar suporte às cotações.

A soja, por outro lado, alcançou em Chicago o maior preço dos últimos dois meses e voltou a operar próxima de US$ 12 por bushel. O avanço é sustentado pelas compras chinesas de soja americana, superiores a 800 mil toneladas confirmadas pelo USDA, pela entrada no período mais sensível do mercado climático e pelas previsões de temperaturas acima da média e chuvas limitadas em partes do Cinturão do Milho. Óleo e farelo também subiam, reforçando a melhora das expectativas para demanda e processamento.

O milho acompanhava a valorização da soja e avançava cerca de 5 pontos em Chicago, impulsionado pelos mesmos fatores climáticos e geopolíticos, com reflexos sobre petróleo e biocombustíveis. Para a soja, as próximas duas a três semanas serão decisivas, pois a persistência de calor e pouca chuva no Meio-Oeste dos Estados Unidos pode ampliar as dúvidas sobre a produtividade e sustentar a recuperação dos preços.