
Desembargador nega pedido e José Riva continua preso em Cuiabá
Ex-deputado está preso acusado de desvio de verba de “suprimento de fundo”
LAICE SOUZA /blogdoantero
           O ex-deputado José Geraldo Riva teve negado, nesta tarde (19), o pedido de liberdade pelo desembargador Gilberto Giraldelli, da Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
         Riva está preso no Centro de Custódia de Cuiabá, desde o dia 13 de outubro, pela acusação de participar de um esquema desvio de dinheiro público da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, que teria movimentado cerca de R$ 2 milhões, da verba de suprimento de fundos.
        Com a negativa, os advogados de Riva deverão ingressar com um novo pedido no Superior Tribunal de Justiça.
      Quando saiu a decisão, Riva estava na sede do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) prestando depoimento sobre o caso.
Acusações
        A prisão foi cumprida por determinação da juÃza Selma Rosane Arruda, da Vara Especializada contra o Crime Organizado. Ele foi preso quando estava comprando medicamentos em uma farmácia, na Avenida Lavapés, próximo ao Shopping Goiabeiras.
Riva foi levado novamente à prisão com o desencadeamento de uma nova fase da operação “Metástase”, do Ministério Público Estadual, que investiga o uso indevido da verba de suprimento de fundo, paga pela Assembleia aos servidores que estavam lotados no gabinete da presidência, na época em que Riva comandava a Casa de Leis, e também no gabinete dele.
Segundo as informações obtidas pela imprensa, Riva foi apontado, pelos servidores que prestaram depoimento a Justiça, como o mentor do desvio de cerca de R$ 2 milhões.
Primeira fase da Operação Metástase
Ela foi deflagrada no dia 23 de setembro e levou para a prisão 22 pessoas, sendo 20 servidores da Assembleia e dois empresários. Todos suspeitos de fraudar a prestação de contas da verba para receber o dinheiro da Assembleia, sem que o serviço tivesse sido prestado ou o produto adquirido.
O valor desviado seria na ordem de R$ 2 milhões, somente nos gabinetes da presidência da AL e do ex-deputado Riva, no perÃodo de 2011 a 2014, conforme informações do Ministério Público Estadual.
As compras realizadas pelos servidores teriam ocorrido de forma “fictÃcia”. O MP quer saber a destinação do dinheiro e ser era utilizada pelo próprio gabinete, pelos servidores ou era repassada a algum deputado.
Os servidores são acusados de falsidade documental, organização criminosa e peculato.






