terça-feira, 05/03/2024
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Bombardeio em campo de refugiados de Gaza deixa 68 mortos

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Entre os mortos estão 12 mulheres e sete crianças, segundo o hospital que recebeu os feridos.

Por g1

Homens palestinos auxiliam mulher que chora após bombardeio em 24 de dezembro de 2023 — Foto: Mohammed Dahman/Associated Press

Homens palestinos auxiliam mulher que chora após bombardeio em 24 de dezembro de 2023 — Foto: Mohammed Dahman/Associated Press

Um bombardeio a um campo de refugiados em Maghazi, na faixa central de Gaza, deixou 68 mortos nesta segunda-feira (25).

Segundo o hospital mais próximo entre os mortos estão 12 mulheres e sete crianças.

“Fomos todos alvo”, disse Ahmad Turkomani, que perdeu vários membros da família, incluindo a filha e o neto. “De qualquer forma, não existe lugar seguro em Gaza.”

Israel enfrenta críticas internacionais pelo número de civis mortos, mas culpa o Hamas, dizendo que o grupo terrorista usa áreas residenciais e túneis para se esconder no território.

Na última sexta-feira, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução para o conflito.

Conselho de Segurança da ONU aprova resolução pedindo mais ajuda humanitária na faixa de Gaza

A resolução, aprovada após intensas negociações por 13 votos a favor, nenhum contra e duas abstenções (Estados Unidos e Rússia) “exige a todas as partes que autorizem e facilitem a entrega imediata, segura e sem obstáculos de assistência humanitária em larga escala” para Gaza.

Também pede “a criação de condições para uma cessação duradoura das hostilidades”, segundo a agência France Presse.

A aprovação do texto tem pouco efeito prático, mas impõe uma pressão política nos dois lados envolvidos no conflito.

Falando à GloboNews, o colunista Marcelo Lins explicou que espera-se que um Estado nacional, soberano e democrático atenda, respeite e siga as determinações votadas pelo Conselho, mas esse nem sempre é o caso.

Isso porque, embora as resoluções do Conselho de Segurança da ONU sejam juridicamente vinculativas, na prática muitos países optam por ignorar os pedidos de ação do grupo.

Início do conflito

Soldados israelenses operam um tanque perto de Gaza, após o término de uma trégua temporária entre Israel e o grupo islâmico palestino Hamas, visto do sul de Israel, em 2 de dezembro — Foto: Alexander Ermochenko/ Reuters

Soldados israelenses operam um tanque perto de Gaza, após o término de uma trégua temporária entre Israel e o grupo islâmico palestino Hamas, visto do sul de Israel, em 2 de dezembro — Foto: Alexander Ermochenko/ Reuters

No dia 7 de outubro militantes do Hamas invadiram a região sul de Gaza, mataram centenas de israelenses e voltaram para o território palestino com centenas de reféns.

Acredita-se que o Hamas e o pequeno aliado militante Jihad Islâmica mantêm mais de 100 reféns entre os 240 que capturaram durante o ataque de 7 de outubro em cidades israelenses.

Desde então, Israel sitiou a estreita Faixa de Gaza e devastou grande parte dela, com mais de 20.400 pessoas confirmadas como mortas, segundo as autoridades de Gaza governada pelo Hamas, e milhares de outras que se acredita terem morrido sob os escombros.

90% dos 2,3 milhões de habitantes de Gaza foi expulsa das suas casas e as Nações Unidas afirmam que as condições são catastróficas.

Desde que uma trégua de uma semana chegou ao fim no início do mês, os combates apenas se intensificaram no terreno, com a guerra a espalhar-se desde o norte da Faixa de Gaza até toda a extensão do enclave densamente povoado.

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