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CRIANÇA SEQUESTRADA EM CUIABÁ É LOCALIZADA PELA POLÍCIA FEDERAL NA ITÁLIA

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EMOCIONANTE
‘Eu sonhei que ela estava voltando’, diz mãe adotiva de Ida Verônica
Mãe adotiva de Ida, dona Tarsila Gonçalina de Siqueira, que soube, por meio da internet, que sua filha foi localizada nesta segunda-feira (19)

MAX AGUIAR


“Eu sonhei a semana toda que ela estava voltando”. O pressentimento foi da mãe adotiva de Ida Verônica Feliz, dona Tarsila Gonçalina de Siqueira, que soube, por meio da internet, que sua filha foi localizada na segunda-feira (19), pela Polícia Federal.

Marcos Lopes/HiperNotícias

Dona Tarsila tinha a guarda da criança em Cuiabá e cuidava da menina desde os três meses de idade, quando a mãe biológica de Ida, Élida Isabel Feliz, na época sem condições para criar a menina a deixou para ir morar na Europa.

Tarsila, bastante emocionada, falou com a reportagem do HiperNotícias, com exclusividade, e lembrou dos momentos felizes que passou ao lado da menina até o momento em que ela foi sequestrada. Chorando, a mãe adotiva segurava a foto ao lembrar-se da criança.

Marcos Lopes/HiperNotícias

“Ela cresceu comigo. Eu a vi chorar, dormir e começar a caminhar. Eu a vi aprender a ler e escrever e até hoje eu tenho as cartinhas que ela me escrevia, dizendo que me amava. Eu convivi com ela por oito anos, até tirarem ela de mim de uma maneira criminosa. Fiquei dois anos sem notícias e agora vou fazer de tudo para trazer ela pra mim de volta”, chorando, disse Tarsila.

“QUASE DESMAIEI”
Dona Tarsila disse que ficou sabendo do encontro da garota por volta das 11 horas de hoje. Ela estava no serviço e teve que ser atendida pelas amigas. “Quando a notícia chegou, eu quase desmaiei. Eu sabia que ela ia ser descoberta agora. Eu sempre acreditei em Deus e na Polícia Federal. Hoje eu estou chorando, mas chorando de felicidade. Agora quero abraçar minha filha”, contou.

Na sala de espera da Superintendência da Polícia Federal, Tarsila lembrou que essa noite ela ficou muito tempo sem dormir e quando dormiu sentiu que a menina pedia sua ajuda.

“Eu sabia que ela
não estava morta.
Eu pressentia isso”


“Eu a ouvia dizer: mãe eu estou aqui precisando da senhora. Eu quero comer sua comida e quero dançar meu balé. Na semana passada eu sonhei todos os dias que ela estava voltando”, completou a dona de casa.

Desde o dia do 26 de abril de 2013, data do sequestro, Tarsila diz que sofreu muito. “Eu sabia que ela não estava morta. Eu pressentia isso. Eu sou mãe, eu estava sofrendo e ainda estou. Hoje sei que ela está bem, mas quero muito vê-la novamente”, pontuou a mãe adotiva.

 

Divulgação

INVESTIGAÇÃO
O local exato do paradeiro da criança não foi divulgado, porém sabe-se que é na Itália. Nesta tarde de segunda-feira (19) o delegado Flávio Stringuetta, do Grupo de Combate ao Crime Organizado (GCCO), estava em reunião com membros da Polícia Federal.

Ele também busca novidades da provável volta de Ida para o Brasil. O que dificulta a volta é a nacionalidade dela que é da República Dominicana.

“Vamos buscar apoio jurídico para saber quais medidas devem ser tomadas para saber se Ida tem ou não condições de volta a Cuiabá. Por conta da nacionalidade dela ser estrangeira já posso adiantar que será bem difícil. Mas não vamos medir esforços”, disse o delegado, que comandou as investigações do paradeiro da menina aqui no Brasil, até o caso ser transferido para a Polícia Federal.

 

Marcos Lopes/HiperNotícias

VISUAL
Para Tarsila, o visual da menina pode ter sido modificado. “Eu a vejo toda hora pelo retrato que ela me deixou. Aqui ela está loirinha, branquinha e pequena. Acredita que o cabelo dela esteja curto e preto e com certeza ela já cresceu muito. Eu preciso ver minha filha. Hoje eu sei que ela precisa muito de mim e eu dela”, concluiu.

O caso passa a ser tratado pela Polícia Federal do Brasil. Nesta tarde um delegado de Mato Grosso colheu o depoimento de Tarsila e suas filhas para enviar a Brasília, e em seguida enviar para a Delegacia de Investigações Interestaduais (Polinter) que deverá emitir parecer sobre a volta da criança para o Brasil.

 

Arquivo pessoal


ENTENDA O CASO

No dia 26 de abril de 2013, Ida Verônica, na época com oito anos, foi sequestrada de sua casa por dois homens armados, que chegaram à residência e pediram água, na oportunidade ela foi levada pelos bandidos.

A menina foi encaminhada direto para o Aeroporto Marechal Rondon, e de lá para a Europa. Para a Polícia Federal, a subtração de incapaz (rapto) teria sido encomendada pelo pai biológico de Ida, que é traficante internacional de drogas.

Pablo Milano já havia sido condenado duas vezes por tráfico internacional de drogas e estava foragido por sequestro e tráfico. Com a identificação da criança em solo italiano, a Polícia Internacional (Interpol) agora tenta prender Pablo.

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