terça-feira, 16/04/2024
Banner animado
InícioNotíciasJustiça e VocêDelator: PT e executivos receberam R$ 1,2 bi em propina

Delator: PT e executivos receberam R$ 1,2 bi em propina

Banner animado

 

                   Parte do suborno que ficava com o Partido do Trabalhadores era de US$150 milhões a US$ 200 milhões, de acordo com ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco

                      Uma planilha entregue aos procuradores da Operação Lava Jato pelo ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco aponta que foi pago 1,2 bilhão de propina ao PT e aos executivos da estatal entre maio de 2004 e fevereiro de 2011, durante os governos Lula e Dilma, segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo deste domingo.

                          De acordo com o documento apresentado pelo ex-funcionário, os 89 contratos listados somam R$ 97 bilhões. Barusco afirmou em depoimento que o suborno variava de 1% a 2% do valor contratado.

                        A planilha, conforme destaca o periódico, destaca em quais negociações houve pagamento de propina, quem pagou o suborno, as identidades dos intermediários e até mesmo a data em que a quantia foi dividida entre o Partido dos Trabalhadores, o ex-diretor de abastecimento da petroleira, Paulo Roberto Costa, o ex-diretor de Serviços, Renato Duque, e o próprio delator, que se comprometeu, no acordo que assinou, a devolver os US$ 97 milhões que recebera.

                      A parte da propina que ficava com o Partido do Trabalhadores, segundo Barcusco, era de US$ 150 milhões a US$ 200 milhões.

                    A Engevix é a empreiteira que mais pagou suborno. Ela pagou R$ 90 milhões em propina, o equivalente a 1% do seu contrato de R$9 bilhões para a construção de cascos de navio para a exploração do pré-sal. O dinheiro teria sido dividido entre o PT e a diretoria de Serviços da Petrobras.

                           A maior parte da propina, R$ 374 milhões, segundo Barusco, foi paga em 2010 – ano da eleição de Dilma. O partido da presidente teria ficado com R$ 120 milhões dessa quantia.

Entre os onze nomes citados no documento como intermediadores da propina estão os de Julio Camargo, vinculado à Toyo Setal e Idelfonso Colares, presidente da Queiroz Galvão até 2013.

O presidente da empreiteira OAS José Aldemário Pinheiro Filho, conhecido como Léo Pinheiro, preso ao ser deflagrada a Operação Lava Jato da Polícia Federal (PF) 

3/17

 Foto destaque: Polícia Federal / Divulgação

ARTIGOS RELACIONADOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui
Captcha verification failed!
Falha na pontuação do usuário captcha. Por favor, entre em contato conosco!
- Anúncio -
Banner animado

MAIS LIDAS

Comentários Recentes