terça-feira, 16/04/2024
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A Importância do Lúdico na Construção do Conhecimento da Criança da Educação Infantil

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 imagem ilustrativa reprodução web

                    O uso do lúdico na educação é principalmente a utilização de metodologias agradáveis e adequadas às crianças, que façam com que o aprendizado aconteça de forma interessante a elas, que respeitem as características próprias das crianças, seus interesses e esquemas de raciocínio individual. Como sita Santos 1997:

                A palavra lúdica vem do latim ludus e significa brincar. Neste brincar estão incluídos os jogos, brinquedos e divertimentos e é relativo também à conduta daquele que joga que brinca e que se diverte. Por sua vez, a função educativa do lúdico oportuniza a aprendizagem do individuo, seu saber, seu conhecimento e sua compreensão do mundo. (Santos, 1997, p.9).

                      Então, se o lúdico significa brincar que é a ação de toda criança mais gosta, ensinar de forma lúdica é ensinar de forma prazerosa, utilizando metodologias que envolvam jogos, brincadeiras, dramatizações, histórias, para assim, motivar a criança a participar da aula. Para Almeida 1995, a educação lúdica está distante da concepção ingênua de passatempo, brincadeira vulgar, diversão artificial, ela é uma ação inerente na criança, adolescente, jovem e adulto e aparece sempre como uma forma transacional em direção a algum conhecimento, que se redefine nas elaborações constantes com o pensamento individual em permutações constantes com o pensamento coletivo.                      

                      Assim, o lúdico não é considerado simplesmente como algo fútil e superficial, ligado simplesmente ao prazer. A atividade lúdica é uma ação que a criança faz de forma autônoma e espontânea, sem direcionamento do adulto. Pois, quando se usa uma metodologia que atrai o interesse da criança, ela participará mais ativamente, se envolverá com a aula, fazendo com que ela seja uma pesquisadora consciente, contraindo as metodologias passivas, onde o aluno é tido como um mero receptáculo do saber, onde a certeza da absorção do conhecimento fica confusa, sem clareza a criança não consegue entender as estruturas simples à sua volta, o que tornará mais difícil compreender o mundo que a cerca.

               Almeida 1995 enfatiza que o jogo faz o ambiente natural da criança, ao passo que as referências abstratas e remotas não correspondem ao interesse da criança. Demonstrando assim, que o lúdico é uma ação natural da criança, ela jogando ou brincando estará interagindo no processo e seu interesse será maior, resultando em um aprendizado mais natural.

                 Segundo Kishimoto (1994) o lúdico vincula-se ao sonho, à imaginação, ao pensamento e ao símbolo. É uma proposta para a educação de crianças (e educadores de crianças) com base no jogo e nas linguagens artísticas. A concepção de Kishimoto sobre o homem como ser simbólico, que se constrói coletivamente e cuja capacidade de pensar está ligada à capacidade de sonhar, imaginar e jogar com a realidade, é fundamental para propor uma nova “pedagogia da criança”. Kishimoto vê o jogar como gênese da “metáfora” humana. Ou, talvez, aquilo que nos torna realmente humanos.

               Nestes tempos de mudanças educacionais, nós educadores temos que ser multifuncionais, ou seja, não apenas educadores, mas filósofos, sociólogos, psicólogos, psicopedagogos, recreacionistas e muito mais para que possamos desenvolver as habilidades e a confiança necessária em nossos educados. Para que tenham sucesso no processo de aprendizagem e na vida. Tudo isso marcados pela ansiedade, medo, resistência e ao mesmo tempo esperança. Esperança esta que nos faz acreditar que o espaço escolar pode-se transformar em um espaço agradável, prazeroso, de forma que as brincadeiras e jogos permitam ao educador alcançar sucesso em sala de aula, e quebrar a era do “desencanto escolar”. Aonde, a ludicidade e a aprendizagem não podem ser consideradas como ações com objetivos distintos.

               Segundo Severino (1991) ao entender a educação como um processo historicamente produzido, vê o papel do educador como agente desse processo, que não se limita a informar, mas ajudar as pessoas a encontrarem sua própria identidade de forma a contribuir positivamente na sociedade.

                    Portanto, relembrando que brincar é um direito fundamental de todas as crianças no mundo inteiro, cada criança deve estar em condições de aproveitar as oportunidades educativas voltadas para satisfazer suas necessidades básicas da construção do conhecimento e da sua aprendizagem, a escola deve oferecer oportunidades para a construção desse conhecimento através da descoberta e da invenção, elementos estes indispensáveis para a participação ativa da criança no seu meio.

 Referências

 ALMEIDA, M.T.P. Jogos divertidos e brinquedos criativos. Petrópolis, RJ: ed. Vozes, 2004.

 BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Brasília: Mec/ SEP/DEP/Coedi, 1998.

 KISHIMOTO, T. M. Jogos infantis – O lúdico, a criança e a educação. 6º ed. Petrópolis RJ. Ed. Vozes, 1993.

 KISHIMOTO, T, M. O Brincar na Educação Infantil. 4º ed. Petrópolis, RJ: ed. Pioneira, 1994

 SEVERINO, A, J. Atividades lúdicas na educação. São Paulo, SP: ed. Artmed, 1991.

 Autoras: Elizangela Pereira Martins e Izaura Tavares Nunes Martins, Pedagoga, Especializada Em Gestão E Organização Escolar.

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