sábado, 24/02/2024
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Oficina de parentalidade busca entendimento entre pais

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     imagem divulgação web

                       A reflexão, a pacificação e o entendimento entre o casal para melhoria do convívio com os filhos são alguns dos objetivos da 1ª Oficina de Parentalidade e Divórcio, realizada na última sexta-feira (26 de fevereiro), na Escola dos Servidores do Judiciário.

                      A oficina é uma das ações do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do Tribunal de Justiça mato-grossense (TJMT). A finalidade é fazer com que pais e filhos compreendam que a separação é apenas do casal e não da família em si, os impactos do conflito na vida da criança e a forma com a qual cada ex-cônjuge lida com o divórcio.

                  Cerca de 20 pais e quatro adolescentes participam do encontro, com atividades distribuídas em quatro salas. De acordo com a coordenadora da oficina, Sílvia Melhorança, o curso é ministrado separadamente para cada faixa etária com temas distintos. As crianças fazem atividades lúdicas, os adolescentes atividades lúdicas e reflexivas, e os pais, somente atividades reflexivas. Podem participar do curso crianças a partir dos seis anos e adolescentes com idade até 17 anos e 11 meses.

               O projeto sobre parentalidade surgiu nos Estados Unidos e Canadá. Porém foi trazido para o Brasil pela juíza Vanessa Aufiero da Rocha, que o pôs em prática na cidade de São Vicente (SP). Por conta da aceitação e dos resultados positivos, a ideia foi encampada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que o adotou como política institucional.  A determinação é que ele seja um dos recursos utilizados pelos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs) em parceria com as Varas da Família.

                    Segundo a presidente do Nupemec e vice-presidente do TJMT, desembargadora Clarice Claudino da Silva, esta é uma porta aberta pelo Poder Judiciário para que os integrantes da família lidem com o conflito de forma mais amena. “Queremos que todos os envolvidos nesse processo de separação entendam suas dores, compreendam seu papel na situação e tenham a oportunidade de conversar. A oficina traz uma abordagem especial, cuidadosa, com material apropriado e instrutores que vão auxiliar pais e filhos nesse processo”, ressalta.

                   O coordenador do Núcleo, juiz Hildebrando da Costa Marques, por sua vez, justifica que a oficina é o primeiro passo para o entendimento, porém, o intuito é que o aprendizado seja contínuo. “As pessoas precisam perceber que o casamento acaba, mas a relação de parentalidade se estenderá por toda a vida do filho. Sempre será um problema os pais trazerem o filho para o conflito, isso porque eles não estão preparados para enfrentar a situação”.

                    Mato Grosso é um dos pioneiros na realização de oficina de parentalidade. Além de Cuiabá, as comarcas de Primavera do Leste e Mirassol D’Oeste trabalham com esta linha de atuação. “A proposta é expandir as oficinas para todas as comarcas do Estado”, assinala o magistrado.

                    Para o gerente de loja Rodrigo Costa Machado, um dos participantes da oficina, a iniciativa representa a esperança de os pais colocarem os filhos acima de qualquer disputa pessoal ou financeira. “Nós pais precisamos abrir o coração, colocar nossos filhos em primeiro lugar, acima de qualquer problema. Dessa forma vamos garantir o melhor convívio para todos”, pontua. Rodrigo vive em Curitiba (PR) e vem a Cuiabá todos os meses para ver a filha de cinco anos que mora com a ex-esposa na capital mato-grossense. A separação ocorreu em março de 2014.

               Já para a empresária Jeanne Helen de Oliveira, mãe de uma menina de 11 anos e um jovem de 20 anos, a oficina é um marco inicial para que os pais tenham visão do trabalho realizado pelo Judiciário. “Esse encontro abre espaço para que os pais saibam que outras pessoas também vivem situações semelhantes. Todos erramos em algum momento da vida como pais. Este é um lugar para receber e transmitir experiências positivas e negativas”, acrescenta.

 Em Cuiabá, as oficinas de parentalidade passarão acontecer uma vez por mês, na Escola dos Servidores do Poder Judiciário.

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