domingo, 26/05/2024
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Sustentabilidade na Agropecuária de Mato Grosso: Regra e não exceção

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Por Prof. Dr. Lucas Oliveira de Sousa*

Na grande extensão territorial de Mato Grosso, onde a agricultura e a pecuária são pilares econômicos com implicações internacionais, a sustentabilidade na produção agropecuária é um tema que ainda merece nossa atenção. Mas, afinal, o que significa sustentabilidade neste contexto?

Definir sustentabilidade na produção agropecuária é abraçar o desenvolvimento sustentável, um equilíbrio delicado entre as necessidades econômicas, sociais e ambientais. É produzir alimentos, fibras e combustíveis de forma a manter os recursos naturais e a biodiversidade, garantindo a saúde do solo, da água e do ar, ao mesmo tempo em que se respeitam as normas e leis sociais e ambientais.

O Brasil se destaca internacionalmente por suas legislações restritivas no que diz respeito ao uso da terra, e Mato Grosso, com sua dimensão continental, desempenha um papel crucial na produção agropecuária aliada com a preservação ambiental. Apesar dos relatos de atividades ilegais, que devem ser combatidos com veemência, é necessário reconhecer o compromisso da grande maioria dos produtores rurais de Mato Grosso, que operam dentro das normas rigorosas do Código Florestal Brasileiro.

Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), as propriedades rurais de Mato Grosso preservam cerca de 40% da área total do estado. Para se ter uma ideia em termos de comparação, isso equivale a dizer que os produtores mato-grossenses mantêm preservados uma área maior do que a Alemanha.

Portanto, é fundamental adotar uma visão equilibrada e abrangente ao abordarmos a questão da sustentabilidade na produção agropecuária em nosso estado. Isso implica valorizar a incontestável maioria dos produtores rurais, sejam eles pequenos, médios ou grandes, que contribuem significativamente para a economia estadual, gerando empregos e renda, ao mesmo tempo em que seguem as normas sociais e ambientais estabelecidas. Além disso, é imperativo expor e combater firmemente os indivíduos que desrespeitam essas normas, prejudicando a reputação do setor agropecuário de Mato Grosso. 

E falando em reputação, como o setor agropecuário do estado está inserido em um contexto global, é necessário analisar a sustentabilidade sob a ótica da competição internacional. E nesse contexto, não é impossível que haja indivíduos e instituições de países que concorrem com os nossos produtos agroindustriais que não estejam tão interessados na boa reputação e na imagem positiva do setor agropecuário de Mato Grosso.  

Diante disso tudo, caro leitor, estimada leitora, tenhamos em mente que a sustentabilidade da produção agropecuária de Mato Grosso é uma necessidade ambiental, uma demanda econômica e social, mas também um elemento-chave na competitividade global do setor agroindustrial mato-grossense. Portanto, é fundamental que os muitos bons exemplos de produção sustentável em nosso estado sejam expostos, valorizados e disseminados, para que fique claro, para o Brasil e o mundo, que sustentabilidade é regra e não exceção no setor agropecuário do nosso grande Mato Grosso.

* Lucas Oliveira de Sousa, PhD em Ciências Agrícolas pela Universität Hohenheim, Mestre em Economia Aplicada pela UFV, Bacharel em Gestão do Agronegócio pela UFV, Professor da Faculdade de Agronomia e Zootecnia e Secretário de Relações Internacionais da UFMT

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