domingo, 26/05/2024
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Tio Paulo: Corpo de idoso é sepultado neste sábado(20); enterro ocorre quatro dias após corpo ser levado para agência bancária

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Paulo Moura

Sobrinha levou idoso morto para sacar dinheiro no banco Fotos: Reprodução

O corpo de Paulo Roberto Braga, de 68 anos, o idoso que foi levado morto na última terça-feira (16) pela sobrinha para um atendimento em um banco em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, será enterrado neste sábado (20), no Cemitério de Campo Grande, também na Zona Oeste da capital fluminense.

Érika de Souza Vieira Nunes, a sobrinha de Paulo, é acusada de ter tentado simular uma assinatura em uma agência bancária usando o corpo do suposto tio para conseguir uma ordem de pagamento de R$ 17 mil, proveniente de um seguro a que ele tinha direito. Ela alega que, além de sobrinha, era cuidadora do idoso.

No entanto, a pele pálida e os claros indícios de que o homem estava no mínimo inconsciente chamaram a atenção dos funcionários. Apesar dos questionamentos das atendentes, Érika tentava sustentar a cabeça do cadáver com uma das mãos e conversava com ele, tentando persuadi-lo a assinar o empréstimo.

Assustados, os funcionários acionaram a polícia e também o Samu, que constataram que o homem já estava morto há algumas horas. Érika foi presa em flagrante sob suspeita de tentativa de furto mediante fraude e vilipêndio de cadáver.

Detida em flagrante após a constatação da morte do tio, a mulher teve a prisão preventiva decretada na última quinta (18) pela juíza Rachel Assad da Cunha após audiência de custódia. A magistrada definiu a ação como “repugnante e macabra” e afirmou que a situação não se resume a definir o exato momento da morte, mas sim pela situação vexatória a qual o idoso foi exposto.

– A questão é definir se o idoso, naquelas condições, mesmo que vivo estivesse, poderia expressar a sua vontade. Se já estava morto, por óbvio, não seria possível. Mas ainda que vivo estivesse, era notório que não tinha condições de expressar vontade alguma, estando em total estado de incapacidade – elencou a magistrada.

Ainda na quinta, a defesa de Érika ingressou com um pedido para que a prisão dela seja revogada. Na petição, os advogados apontaram que a mulher tem uma filha de 14 anos que precisa de cuidados especiais. Além disso, os defensores alegaram que ela é uma pessoa “de bons antecedentes” e que não “pretende se furtar à aplicação da lei penal, nem atrapalhar as investigações”.

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