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PRESO DESDE OUTUBRO JOSÉ RIVA DEIXA A PRISÃO E

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Ex-deputado teve alvará de soltura cumprido na tarde desta sexta (8).

Ele havia sido preso no dia 13 de outubro de 2015, na operação Metástase.

 

Renê DiózDo G1 MT

Ex-deputado José Riva deixou prisão nesta sexta-feira, dia de seu aniversário. (Foto: Reprodução / TVCA)
Ex-deputado José Riva deixou prisão nesta sexta  (Foto: Reprodução / TVCA)

                 A poucos dias de completar seis meses de reclusão no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC), o ex-deputado estadual José Riva foi posto em liberdade na tarde desta sexta-feira (8), com o cumprimento do alvará de soltura expedido pela Justiça estadual mediante a concessão de um Habeas Corpus por parte do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-deputado foi para casa sem fazer uso de tornozeleira eletrônica, a despeito da condição imposta pela Justiça estadual após a decisão do STF.

                   Abordado pela imprensa na porta do CCC, Riva – a exemplo da outra vez em que esteve preso e foi liberado do mesmo local – conversou brevemente com jornalistas e se disse ansioso por voltar para casa e comemorar seu aniversário com a família (o ex-deputado completa 57 anos nesta sexta-feira, 8 de abril, dia em que a capital também faz aniversário).

Após passar por sua quarta prisão, o ex-deputado alegou que poderia extrapolar o limite da razão caso se arriscasse a dar mais declarações, devido à emoção do momento.

“A emoção é inimiga da ponderação”, argumentou. Perguntado sobre o que esperava de seu futuro a partir de então, disse apenas esperar continuar a ser protegido por Deus. Riva também afirmou não ter nada a comemorar, exceto o fato de poder deixar a prisão e ir para casa.

Sem tornozeleira
             De acordo com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e em conformidade com as condições impostas pela Justiça após a decisão do STF, Riva deverá ser monitorado a partir de agora por tornozeleira eletrônica. Ciente disso, ele foi levado para o Fórum da capital após o cumprimento do alvará de soltura para a devida instalação do equipamento.

                Entretanto, não foi encontrado no local qualquer servidor técnico apto a realizar a instalação e, por isso, a despeito do que determinou a juíza plantonista Renata do Carmo Evaristo, o ex-deputado deverá ficar pelo menos até segunda-feira sem o devido monitoramento eletrônico.

                    De acordo com o advogado Mário de Sá, que defende Riva, o ex-deputado foi direto do Fórum deCuiabá para casa na tarde desta sexta-feira e não tem qualquer intuito de fugir ou atrapalhar o andamento dos processos contra ele. Ele também está ciente de outras restrições que lhe foram impostas, como não frequentar o espaço da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, manter contato com os demais réus e viajar sem a devida autorização judicial.

Gilmar Mendes, ministro do STF (Foto: Carlos Humberto/SCO/STF)
Ministro Gilmar Mendes concedeu decisão
favorável a Riva (Foto: Carlos Humberto/SCO/STF)

Operação
             A prisão na operação Metástase foi a quarta já sofrida por Riva. Antes, ele havia sido preso na operação Ararath (em maio de 2014), na operação Imperador (em fevereiro de 2015) e na operação Ventríloquo (em julho de 2015). Nesta última vez, Riva também foi beneficiado por uma decisão do ministro mato-grossense Gilmar Mendes, do STF.

                     Conforme as investigações da operação Metástase, o ex-deputado era líder de um grupo que desviou dinheiro da verba de suprimento na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Os crimes teriam sido cometidos nos anos de 2010, 2013 e 2014.

                   A verba de suprimento – que foi extinta neste ano – foi usada para pagar viagens, mensalinhos para apoiadores políticos, formaturas e outras despesas pessoais de José Riva, afirma o Ministério Público. A verba, cujos valores mensais ficavam em torno de R$ 4 mil e R$ 8 mil, deveria ser usada, em tese, para pagar pequenas despesas de gabinete sem a necessidade de licitação.

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