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Cidade do interior de Mato Grosso tem 73 mil habitantes e mais de 129 mil cartões SUS

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Thalyta Amaral

Foto: Prefeitura de Barra do Garças

A Prefeitura de Barra do Garças (503 km a leste de Cuiabá) emitiu um alerta por não estar mais conseguindo arcar com as despesas dos atendimentos médicos de pacientes dos municípios vizinhos. Apesar de ter 73 mil habitantes, segundo o IBGE, o município possui mais de 129 mil cartões SUS de pessoas que afirmam morar na cidade para receber atendimento.

O Cartão SUS, que hoje é unificado ao número do CPF, é o documento de identificação para atendimentos no sistema público de saúde brasileiro. Ele é usado principalmente para vincular informações como histórico médico, exames, medicamentos e agendamentos de consultas. Apesar de o SUS não poder negar atendimento, especialmente na atenção primária existe uma limitação territorial, o que pode justificar o alto número de fraudes nos endereços declarados.

De acordo com a Prefeitura de Barra do Garças, entre janeiro e outubro de 2025, os municípios vizinhos geraram pelo menos R$ 8,7 milhões em déficit para os cofres da cidade. Esse valor, porém, considera apenas cirurgias e partos, não incluindo atendimentos médicos e exames.

Na última sexta-feira (13), o prefeito de Barra do Garças, Dr. Adilson, se reuniu com os gestores dos municípios vizinhos que fazem parte do Consórcio Intermunicipal de Saúde Garças Araguaia para alertar que a Prefeitura não está conseguindo manter os atendimentos dos pacientes de outros municípios por causa da falta de recursos.

Segundo o gestor, apenas entre janeiro e outubro de 2025 os municípios vizinhos geraram um déficit de R$ 8,7 milhões à Saúde de Barra do Garças.

No Hospital Municipal Milton Pessoa Morbeck, o repasse mensal é de R$ 800 mil por mês, no entanto, o custo é de mais de R$ 3 milhões. Já a Unidade de Pronto Atendimento recebe R$ 500 mil, mas custa cerca de R$ 1,3 milhão.

“Infelizmente, nós temos uma estrutura de saúde municipal, com apoio financeiro municipal, mas atendemos como um sistema regional. Hoje, a saúde custa 30% da arrecadação e boa parte desse custo é despesa com pacientes de outros municípios. Por isso, precisamos somar forças para melhorar as compensações financeiras e regionalizar oficialmente a Saúde de Barra do Garças”, argumentou o prefeito.