sábado, 24/02/2024
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Congressistas, digam a que vieram…

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               O dr. Ulysses Guimarães costumava dizer que “burro não chega até aqui”. Tradução: na opinião do velho e festejado líder, quem não tem o discernimento, não se elege. Partindo desse raciocínio, é de se esperar que no próximo fim-de-semana, todos os 513 deputados federais estejam presentes ao plenário da Câmara para votar a admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. É inadmissível o não comparecimento daqueles que têm o dever de decidir sobre esse momento crítico da nacionalidade. Independente do lado em que estejam – se vão votar pelo processo de impeachment ou contra ele -, os srs. deputados têm a obrigação de comparecer e explicitar sua posição. Nem mesmo a abstenção – que é regimental – deve ser admitida nesse momento, quando a população clama por uma definição.

               Os deputados que, na definição de Ulysses, não são bobos, têm, mais do que a condição intelectual, o dever cívico de verificar o inteiro teor das denúncias que levam ao processo de impedimento da governante, ouvir e analisar a defesa da acusada e decidir conforme seu entendimento e o interesse do povo, que eles não podem esquecer, é o seu patrão. Tudo o que fizerem fora da perspectiva do interesse público, será indevido e certamente trará graves consequências que poderão se estender até pelas próximas gerações.

               Ao povo não filiado a partidos ou agremiações e movimentos com atuação político-ideológica, que apenas é levado a votar nas eleições, pouco importa o nome de quem está governando. O interesse é que esse governante cumpra as leis, não permita atos de corrupção e desenvolva políticas que levem o país à ordem e ao desenvolvimento e, com isso, induzam ao bem-estar dos cidadãos. Tudo o que fugir a essas premissas populares, é interesse de grupos, não do povo.

               Ao cidadão comum interessa o fim da crise. Cabe aos congressistas, com seu discernimento e ações, responder a essa aspiração popular. Depois de superada a fase do impeachment, não podem se esquecer das reformas que o país necessita para recobrar o desenvolvimento e fortalecer a democracia. Esse momento de ruptura é apenas o ponto de partida de um grande número de providências sem as quais o Brasil jamais chegará ao grande destino sonhado pela população. Agora é a hora dos deputados federais demonstrarem a que vieram. Logo, se o processo de afastamento for aprovado pela Câmara, os senadores também terão sua oportunidade de se confraternizarem com o povo.

 Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) 

aspomilpm@terra.com.br  

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