domingo, 14/04/2024
Banner animado
InícioNotíciasPolicialMORTE DOS SARGENTOS: Associação destaca situação grave da saúde mental dos militares

MORTE DOS SARGENTOS: Associação destaca situação grave da saúde mental dos militares

Banner animado

Willian Ferreira foi morto a tiros pelo seu colega de corporação Gabriel Castella Cardoso, que tirou a própria vida após o crime.

A Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar (ACS-MT) emitiu nota, nesta segunda-feira (23.10), lamentando as mortes dos sargentos Willian Ferreira e Gabriel Castella Cardoso ocorridas no sábado (21.10) e domingo (22.10), respectivamente. Segundo o presidente da Associação de Cabos e Soldados, Laudicério Machado, não é um caso isolado. Ele fez um alerta sobre a saúde mental dos militares da segurança pública.

“Há tempos denunciamos a falta de atenção e valores junto à saúde mental dos militares, precariedade de condições de trabalho e fragilidade emocional com as quais os profissionais têm vivido. Nós, da associação, nos compadecemos da dor das famílias nesse momento e oferecemos o suporte necessário ao associado. Contudo, precisamos de providências por parte do poder público para que esse tipo de tragédia não ocorra mais”, destacou Machado.

De acordo com o presidente, através da associação são oferecidos serviços de apoio mental necessário através de tratamento psicológico e apoio no direcionamento ao tratamento psiquiátrico. “Sabemos da importância deste trabalho, pois frequentemente somos solicitados para intervir em casos extremos de esgotamento mental do Policial Militar”, relata Laudicério.

Willian Ferreira foi morto a tiros pelo seu colega de corporação Gabriel Castella Cardoso. O fato ocorreu na unidade policial de São José do Rio Claro, após desentendimento entre ambos. Após ser detido pelo fato ocorrido, Gabriel acabou tirando a própria vida na frente de vários colegas de profissão.

“A Polícia Militar está doente. Precisamos abrir discussões e criar ações concretas para tratar da saúde do profissional. Hoje duas famílias choram pelas suas perdas, e toda a polícia sente o impacto da tragédia. Não podemos parar, nem mesmo chorar o luto, porque precisamos continuar o trabalho senão a segurança entra em colapso. E o que me deixa mais triste é que os esforços acadêmicos desenvolvidos com tese de doutorado sobre a saúde do profissional da Segurança Pública acaba sendo motivo de risos de pessoas que não contribuem mas hostilizam os desempenhos e esforços de quem está tentando”, concluiu Laudicerio Machado.

Da redação pnbonline

ARTIGOS RELACIONADOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui
Captcha verification failed!
Falha na pontuação do usuário captcha. Por favor, entre em contato conosco!
- Anúncio -
Banner animado

MAIS LIDAS

Comentários Recentes