sexta-feira, 01/03/2024
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Nova tecnologia agrega valor às cascas de laranja

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A indústria de sucos enfrenta um grande desafio: como reutilizar as cascas das frutas cítricas, que representam mais de 40% do peso da matéria-prima utilizada na produção.

Para solucionar esse problema, pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveram um método biotecnológico que recicla esses resíduos transformando-os em materiais de valor econômico agregado.

Usando conhecimentos em engenharia de alimentos, os pesquisadores adaptaram um método de extração de pectina que utiliza ácido cítrico para ser aplicado nas cascas de laranja, aproveitando a fibra solúvel presente nesse resíduo.

A pectina solúvel em água é muito utilizada pela indústria alimentícia na fabricação de geleias, compotas e outros doces.

A equipe também foi capaz de extrair xilana do resíduo restante, uma substância que pode ser convertida em xilo-oligossacarídeos por meio de processos enzimáticos.

Os xilo-oligossacarídeos são carboidratos com características prebióticas que promovem a alimentação de bactérias benéficas à saúde presentes na flora intestinal animal.

“A presente invenção contribui para a redução dos impactos ambientais relacionados ao descarte das cascas de laranja no meio ambiente e ao resíduo químico gerado pelas indústrias para produção de pectina e xilo-oligossacarídeos”, explica Manoela Martins, doutoranda em engenharia de alimentos pela Unicamp, pesquisadora que participou do estudo e bolsista da Fapesp.

Os procedimentos técnicos permitiram a produção de pectina com mais de 80% de pureza, possibilitando a reciclagem das cascas de laranja e reduzindo a quantidade de resíduos enviados aos aterros sanitários.

O reaproveitamento desses resíduos é uma maneira de promover a economia circular e contribuir para a sustentabilidade.

Martins destaca que o processo integrado otimiza o uso de água e solventes, reduzindo os custos operacionais e aumentando a lucratividade.

“A alta disponibilidade de resíduos de laranja permite que o processo seja operado ao longo de todo o ano para suprir as demandas do mercado de pectina e xilo-oligossacarídeos. A tecnologia tem o potencial de ser operada em uma planta industrial que já processe laranja ou resíduos de laranja, reduzindo os investimentos iniciais de instalação”, afirma.

A pesquisa foi financiada pela Fapesp e coordenada pela professora Rosana Goldbeck Coelho. Os pesquisadores entraram com pedido de patente da invenção no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

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