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PIX ERRADO: Atenção ao golpe que cresce e que faz vítimas em todo o Brasil

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Monique de Carvalho

O novo golpe do Pix está circulando e você precisa se prevenir - Foto: Pixabay

O novo golpe do Pix está circulando e você precisa se prevenir – Foto: Pixabay

O aumento do uso do Pix no Brasil também trouxe novas tentativas de fraude envolvendo transferências bancárias. Entre elas, uma das que mais têm chamado atenção é o chamado golpe do Pix errado, que utiliza depósitos reais para convencer a vítima a fazer uma nova transferência.

Na prática, o criminoso envia um valor para a conta da pessoa e, logo depois, entra em contato dizendo que a transferência foi feita por engano. Em seguida, pede a devolução do dinheiro, geralmente com pressa e por aplicativos de mensagens.

O detalhe que costuma passar despercebido é que o golpista solicita que o valor seja enviado para outra conta, diferente da que realizou o Pix original. A partir dai, ele aciona o Mecanismo Especial de Devolução (MED), do Banco Central, para retirar novamente o valor da conta da vítima.

Como funciona o golpe do Pix errado

O golpe começa quando a pessoa recebe um Pix inesperado na conta. O dinheiro realmente cai no saldo, o que faz muita gente acreditar que foi apenas um erro.

Pouco tempo depois, o criminoso entra em contato por mensagem ou ligação. Ele diz que fez a transferência sem querer e pede que o valor seja devolvido com rapidez.

O problema é que ele orienta a vítima a fazer um novo Pix para uma conta diferente. Quando isso acontece, a pessoa acaba mandando dinheiro próprio para o golpista.

Enquanto isso, o criminoso ainda pode pedir ao banco o cancelamento da primeira transferência, alegando que foi vítima de fraude. Assim, tenta receber o valor duas vezes.

Função dos bancos ajuda a evitar problemas

Especialistas orientam que a devolução de um Pix deve ser feita apenas pela função oficial do aplicativo do banco.

No caso de bancos como o Inter, por exemplo, existe a opção “Devolver valor” dentro da própria transferência recebida. Essa função faz o dinheiro voltar diretamente para a conta que enviou o Pix.

Com isso, a operação fica registrada corretamente no sistema do Banco Central e o risco de golpe diminui bastante.

O que fazer antes de devolver um Pix

A primeira orientação é conferir o extrato para confirmar se o dinheiro realmente entrou na conta e verificar quem enviou o valor.

Também é importante desconfiar de mensagens com muita pressa, insistência ou tom desesperado. Esse tipo de abordagem costuma ser usado para fazer a vítima agir sem pensar.

Outra recomendação é nunca devolver o dinheiro fazendo um novo Pix manualmente para outra conta. O mais seguro é usar apenas a função oficial de devolução do banco.

Fui vítima do golpe: o que fazer?

Quem caiu no golpe deve procurar o banco o mais rápido possível e pedir a abertura do Mecanismo Especial de Devolução, o MED.

Esse sistema foi criado pelo Banco Central para tentar bloquear o dinheiro na conta que recebeu a transferência. Se houver saldo disponível e sinais de fraude, os valores podem ser devolvidos para a vítima.

No Inter, por exemplo, o processo pode ser feito diretamente pelo aplicativo. O cliente precisa localizar a transação e informar que houve suspeita de golpe.

O prazo para registrar a reclamação é de até 80 dias depois do Pix. Depois disso, os bancos envolvidos têm até sete dias para analisar o caso.

Não devolver Pix recebido por engano pode virar problema

Especialistas lembram que ficar com um Pix recebido por erro também pode trazer consequências legais.

Pela lei brasileira, isso pode ser considerado apropriação indébita, prevista no artigo 169 do Código Penal. Por isso, a recomendação é sempre devolver o valor, mas usando os canais oficiais do banco.

Dessa forma, todo o processo fica registrado e tanto quem enviou quanto quem recebeu o dinheiro ficam mais protegidos.

O novo golpe do Pix está circulando e você precisa se prevenir - Foto: Pixabay

O novo golpe do Pix está circulando e você precisa se prevenir – Foto: Pixabay

SNB